domingo, 20 de março de 2016

{RESENHA} Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie

Poirot embarca no Orient Express em uma viagem de três dias cujo trem deveria estar praticamente vazio naquela época do ano, mas é surpreendido pela notícia de que há apenas um leito disponível. Parece que todo mundo havia decidido viajar naquela noite.

Durante o trajeto, um homem aborda o detetive querendo contratar seus serviços oferecendo-lhe uma boa soma em dinheiro para que resolva seus problemas, alegando estar correndo risco de vida. Mas Hercule Poirot rejeita o caso. No meio da noite há uma forte nevasca e o trem é obrigado a parar. Quando o dia amanhece, a maioria dos passageiros já está reunida no carro-restaurante para o desjejum, todos conversam sobre as implicações daquela parada inesperada em seus compromissos.

Foto: Lu Garcia

Naquela mesma manhã, Poirot é informado de que o homem que outrora tentara contratar seus serviços fora encontrado morto dentro de sua cabina. A porta estava chaveada e trancada por dentro com uma corrente e precisou ser arrombada. A janela de seu leito estava aberta dando a entender que o assassino fugira por ali, mas não havia rastros na neve, de modo que esse fato fora considerado um truque. Desde a tempestade ninguém deixou o trem, isso significa que o assassino está entre os passageiros.

Um suicídio é descartado, já que o corpo apresenta cerca de dez ou quinze ferimentos à faca. Sem mencionar que alguns deles apresentam sangramento enquanto outros, embora profundos, não apresentam, sinalizando a ocorrência pós-mortem. Mas porque alguém continuaria esfaqueando sua vítima após a morte? O que teria despertado tamanha brutalidade?

Bilhetes com ameaças são encontrado nos pertences do morto. E o mais curioso é que eles foram escritos por duas pessoas ou mais, tendo cada uma escrito uma letra ou palavra. Outro fato é que alguns golpes foram desferidos com a mão direita e outros com a esquerda, indicando dois assassinos.

Site Oficial da autora aqui.

Minha Percepção - Uma das coisas que desejo fazer na vida é uma viagem de trem, acho a ideia surreal! Agora imagine estar dentro de um, tranquilão, esperando o destino final e de repente uma nevasca obriga o transporte a parar e esperar que o tempo melhore. Pior, alguém é assassinado dentro do trem! E pode ser qualquer um dos passageiros! Assustador, não? Pois é isso que essa trama oferece ao leitor: muito suspense e a possibilidade de investigar junto com Poirot. Muitas pistas falsas são colocadas no caminho do detetive com o intuito de confundi-lo e de afastá-lo da verdade. Os depoimentos de todos os presentes é recolhido e, junto com eles, muitas mentiras...