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quinta-feira, 2 de junho de 2016

{RESENHA} Conte-me seus Sonhos - Sidney Sheldon

A primeira linha da narração já um suspense total. A personagem principal, Ashley Patterson, tem certeza de que está sendo seguida. Desconfia de todo mundo, inclusive dos colegas de trabalho. Duas outras personagens aparecem com frequência: Toni Prescott e Alette Peters. Todas trabalham na Corporação Global de Computação Gráfica, são três mulheres com personalidades completamente heterogêneas.

No decorrer da trama, homens são assassinados de forma muito violenta e brutal: são esfaqueados e castrados. A coincidência é que todos eles conheciam uma das três mulheres. Em concomitância, coisas estranhas acontecem no apartamento de Ashley: ao chegar em casa, as luzes estão acessas; durante o banho, ouve a porta batendo; as gavetas de lingerie estão desarrumadas; pontas de cigarro aparecem em seu quarto; ameaças são escritas com batom no espelho.

Foto: Lu  Garcia

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Minha percepção - Este foi o primeiro romance de Sheldon que li. Já ouvi comentários sobre suas ficções falando que não são muito boas e etc. Em certa visita a minha irmã, encontrei este exemplar dando sopa. Nele constava que o escritor fora o único a receber três dos mais cobiçados prêmios da industria cultural norte-americana: o Oscar, do cinema, o Tony, do teatro e o Edgar Allan Poe, da literatura de suspense. A partir disso, tomei-o emprestado para tirar a prova dos nove. Como poderia opinar sem ter conhecimento?

Pra começo de conversa, acho os títulos de suas obras pouco atrativos. Esse livro em particular contém duas histórias. É daquelas versões de bolso e vira-vira, não contém resumo - o que acho importante, pois é a partir dele que julgamos se vale a pena ler ou é o que desperta nossa curiosidade entorno do enredo ou ainda, se temos afinidade com o seu conteúdo.

Não sou especialista em língua portuguesa, mas posso dizer que a linguagem do escritor é clara, objetiva e de fácil compreensão. Ele não faz uso de palavras muito rebuscadas (ou pode ser a tradução - vai saber?). Ou seja, qualquer pessoa pode ler suas obras, independente de ser um leitor assíduo ou não.

P.S. Não vi conexão do titulo com a ficção. Com certeza o autor tinha um propósito ao escolhê-lo que não consegui perceber.