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sexta-feira, 7 de abril de 2017

{RESENHA} Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas - Cassandra Clare

Clary ficou sabendo de algumas histórias sobre o passado da mãe, coisas que ela não queria aceitar, como o parentesco com Jace e Valentim, seu irmão e seu pai, respectivamente. Viver sua vida de antigamente, ser uma mundana como sempre fora, era tudo o que ela gostaria, mesmo sabendo que isso é impossível, principalmente por fazer parte do Mundo das Sombras... Ela não só detesta como também não reconhece o impiedoso ex-Caçador de Sombras como pai, e esse nem é um problema considerando que sua mãe está em coma e que combate com todas as forças os sentimentos românticos pelo próprio irmão...

Clique aqui para ver Cidade dos Ossos.

Foto: Lu Garcia

Clique aqui para ver Cidade de Vidro.

Jace Wayland (ou melhor, Morgenstern) também tem seus infortúnios, descobrir que é filho de Valentim não é o pior deles, embora sejam consequências deste fato. A relação com a mãe adotiva , Maryse Lightwood, anda tensa, ela o acusa de saber que nunca fora um Wayland e de estar servindo como um espião a Valentim nos últimos sete anos. Também por esta novidade, a Clave encarrega a Inquisidora Imogen Herondale para investigar o garoto e puni-lo no caso de cumplicidade com o pai. Será que elas tem razão?

Clique aqui para ver Cidade dos Anjos Caídos.

Não fosse o bastante, alguém está matando e drenando o sangue de jovens do Submundo. Mas quem está fazendo isso, será Valentim, que os abomina tanto quanto aos demônios? Qual o objetivo do assassino? É possível que estas mortes estejam relacionadas com o roubo do segundo Instrumento Mortal, a Espada da Alma? Cassandra Clare mostra (já mostrou) que nada é impossível no Mundo de Sombras...

Clique aqui para ver Cidade das Almas Perdidas.

Minha Percepção -  Pois é galera, Cidade das Cinzas é um livro bom, o qual o enredo se desenvolve sem resolver muita coisa, quero dizer, temos os fatos sobre Valentim, Jace, Clary e Jocelyn estáveis, ou seja, não muda tanto em relação ao primeiro livro. O que há de original é o roubo da Espada, a visita que os garotos fazem a Corte Seelie (Rainha das Fadas) mesmo que seja perigoso, o inferno que a Inquisidora transforma a vida de Jace (me lembrou uma versão menos malvada da Dolores Umbridge do Harry Potter: #QueÓdio sabe?) e a evolução dos poderes dos "experimentos de Valentim" como a Rainha Seelie se refere a Jace e Clary; sei lá o que ela quis dizer com isso... Provavelmente descobriremos no próximo título.

Clique aqui para ver Cidade do Fogo Celestial.

HORA DO SPOILER - Se você ainda não leu a série, é melhor parar por aqui, ok?

Só eu reparei no comportamento da Inquisidora em relação a Jace durante a batalha no navio logo após ela visualizar a cicatriz no ombro do garoto?? Eu não acredito que sua atitude tenha sido por pena do rapaz, uma vez que Valentim não faz a troca; e nem por remorso por ter se equivocado. Tem coisa ai... 

domingo, 2 de abril de 2017

{RESENHA} Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Clarissa Fray e Simon Lewis são melhores amigos e estão se divertindo em uma boate chamada Pandemônio quando ela percebe um casal (um menino de cabelos azuis e uma menina muito bonita) se dirigindo para um local reservado, porém o que a impressiona é ver dois garotos armados com facas brilhantes os seguindo. Curiosa e preocupada, ela percorre o mesmo caminho e chega a um depósito onde flagra o assassinato do adolescente de cabelos coloridos pelos outros três (sim, a menina fora apenas um chamariz). Lógico que ela tenta impedi-los, sabe que deve chamar a policia; no entanto, o corpo desaparece no ar... quando Simon chega com um segurança do estabelecimento, pergunta o que a amiga faz ali sozinha... Em outras palavras, eles não conseguem enxergar o trio ali com Clary... Contudo, eles estão ali bem na sua frente; a questão é: como uma mundana é capaz de reparar no Mundo de Sombras?
Foto: Lu Garcia
Os jovens são Isabelle, Alec e Jace e não são assassinos, são Nephilim (filhos de anjos com humanos), ou seja, Caçadores de Sombras cuja missão é proteger os mundanos (pessoas comuns) dos demônios e outros seres do Submundo que representem ameaça ao mundo como o conhecemos.
Em casa a mãe de Clary, Jocelyn, está agindo de forma anormal, ela parece apreensiva e misteriosa ao avisar para a filha que irão passar o resto das férias no sitio de Luke, o melhor amigo da mãe. Claro que a garota detesta a ideia e sai de casa brigada com Jocelyn. Eis que ela recebe uma ligação da mãe cuja voz está muito nervosa implorando que  menina não retorne ao apartamento, mas ela desobedece e corre para casa; lá descobre que a mãe desapareceu e é atacada por um demônio... Acorda três dias depois no Instituto, um refugio para Caçadores de Sombras, onde Hodge, o tutor de Isabelle, Alec e Jace, conta lhe que sua mãe não é o que diz ser... que ela mentiu a vida toda para Clary...
Minha Percepção - Cidade dos Ossos é o primeiro título da série Os Instrumentos Mortais a qual tem como partida a procura de Clarissa pela mãe. Consequentemente a garota precisará descobrir quais segredos se escondem no passado de Jocelyn e isso inclui saber quem é Valentim, um Caçador de Sombras que todos acreditavam estar morto, o qual provavelmente está por trás do sequestro. Em paralelo, há a busca pelo Cálice Mortal - um dos instrumentos mortais (ao todo são três). Será que uma coisa tem a ver com a outra? Até que ponto a mãe de Clary está envolvida nesta história? Porque Luke, de repente, parece não se importar com o paradeiro de Jocelyn?

Clique aqui para ver Cidade do Fogo Celestial.

No começo da trama eu fiquei um pouco embaralhada, pois há muita novidade para ser digerida de uma só vez. Aos poucos fui me inteirando, conhecendo o Mundo de Sombras criado por Cassandra Clare como, por exemplo, o que é a Clave, o Ciclo, a Ascensão, quem são os Irmãos do Silêncio, as Crianças Noturnas, os filhos de Lilith, o que é Idris, Alicante, as torres demoníacas, entre outros. Com o virar das páginas a gente se acostuma com todos estes termos e a leitura flui ainda melhor. Estou empolgada com a saga, acho que tem muita coisa embaixo do tapete que virá a tona...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

{RESENHA} A Esperança - Suzanne Collins

Katniss, Gale e suas respectivas famílias estão refugiados no, até então, extinto Distrito 13, assim como outros rebeldes dos demais Distritos e também da Capital. Pessoas diferentes com um mesmo propósito: melhorar a vida dos cidadãos de Panem acabando com os absurdos que ocorrem no país.
A guerra está em curso; O Distrito 12 fora bombardeado imediatamente após o resgate de alguns dos Tributos na arena, Peeta não teve a mesma sorte e acabara nas garras do presidente Snow. Ninguém sabe se ele está vivo ou morto. Não fosse isso o bastante para se preocupar, os rebeldes (e a comandante do Distrito 13, Coin) clamam por um rosto, o rosto que os representará nesta luta, o rosto que dará vida ao Tordo, o rosto de Katniss Everdeen.


Clique aqui para ver Em Chamas.

Foto: Lu Garcia

No entanto, ela não parece convicta a assumir este papel, ela não se sente como uma líder, Peeta é quem deveria ser! Mas não é... E agora ela precisa tomar para si esta responsabilidade e, acima de tudo, não decepcionar quem depositou em sua imagem o último fio de esperança que ainda resta... A única certeza que tem é que matará Snow com as próprias mãos, aliás esta é uma das exigências da garota para se tornar o símbolo da revolta, principalmente quando descobrir o que fizeram com Peeta...

Minha Percepção - A Esperança é a conclusão da trilogia Jogos Vorazes e o melhor de todos na minha opinião. Embora Katniss não aja exatamente como a heroína que todos esperávamos (pois passa boa parte do livro machucada, hospitalizada, sedada ou receosa) consigo compreendê-la e perceber o lado humano da personagem que lida o melhor que pode com as situações adversas, tenho noção de que ela não pediu para ser a protagonista (a população a quer), e sente o que qualquer um de nós sentiria em seu lugar: medo por aqueles que ama, duvidas em relação as atitudes a serem adotadas, desconfiança sobre aqueles que a cercam, etc...

Considero uma boa saga, bem construída, com várias mensagens que permitem o leitor refletir. Gostei da escolha que ela fez no quesito romance, eu torcia por ele desde o início! Mas prepare-se para as perdas, personagens que nos cativam serão baixas de guerra... fazer o quê? É uma distopia!

Pontos sem nó: Fiquei curiosa sobre a mulher que Katniss viu sendo capturada na floresta, quem era ela e o que estaria fazendo ali? Indo para o 13 talvez? Porque fora transformada em Avox (pessoas consideradas traidoras pela Capital cuja língua é cortada)? Para não contar que o Distrito 13 ainda existia? Mas estas são perguntas que somente Suzanne Collins poderia responder.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

{RESENHA} Em Chamas - Suzanne Collins

Quando os Jogos Vorazes se encerram, Katniss se vê segura para sempre da opressão da Capital, como vitoriosa, ficará famosa, rica e dispensada para sempre das próximas colheitas. Mas sua atitude final na arena, a sua tentativa de salvar Peeta Mellark, acabou direcionando a ira dos governantes  de Panem para si mesma e para todos que ela ama, pois aos olhos do presidente Snow, a garota os ridicularizou, acendendo uma fagulha nos Distritos que precisa ser contida antes que se alastre.

Clique aqui para ver Jogos Vorazes.

Foto: Lu Garcia

Para mostrar a ela quem detém o poder, o presidente procura-lhe em pessoa para fazer uma ameaça velada deixando "escapar" que estão ocorrendo motins em alguns Distritos e dando a entender que sabe mais sobre o cotidiano de Katniss do que ela pensa: como as visitas a floresta e seus encontros com Gale, o amigo caçador da garota. Então ela se dá conta de que precisará manter a farsa sobre seu namoro com Peeta para sempre, que talvez um casamento seja a única coisa capaz de reprimir os rebeldes, a única maneira de deixar sua família a salvo da Capital, mesmo que isso implique em ser forçada a ter filhos e vê-los se tornarem peças nos Jogos...

No entanto, a Capital tem seus meios para mantê-la sob controle e de quebra acabar com a rebelião: a cada 25 anos dos Jogos Vorazes há um Massacre Quartenário, como estão completando 75 anos, este será o terceiro Massacre e as regras da vez pegam todos de surpresa quando o presidente Snow anuncia que os Tributos serão escolhidos a partir dos vitoriosos...

Só existe um Tributo feminino vitorioso no Distrito 12... Katniss retornará aos Jogos Vorazes!

Clique aqui para ver  A Esperança.

Minha Percepção - Não é por acaso que o segundo volume fora intitulado Em Chamas, pois é assim que o país se encontra, pois, mesmo sem pretender, a garota deu inicio e incentivo as rebeliões. Como leitora, imaginei-me na situação dos escolhidos, matando meu companheiro de Distrito ou sendo atacada por ele, sendo obrigada a ceifar vidas humanas inocentes que estavam ali por pura falta de sorte... Mas imaginar um segundo retorno, ainda por cima com gente muito mais experiente, com pessoas já idosas (que poderiam ser nossos avós) e conhecidas por Panem inteira foi bem complicado, pareceu-me ainda mais "injusto" - se é que existe justiça em algo assim.

Em resumo, achei este volume mais tenso, misterioso... o suspense por trás do zelo dispensado a Peeta por alguns competidores... o que ganhariam o protegendo? Ou estariam só blefando para ganhar a confiança de Katniss e atacá-los pelas costas? Sem querer dar spoiler: Haymitch vai mostrar que não é só um bêbado e lembrar porque é um dos vitoriosos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

{RESENHA} Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Katniss, sua irmã Prim, sua mãe e seu melhor amigo Gale são apenas pessoas - dentre tantas - que sofrem com a miséria que cerca os cantos do país reconstituído com o que restara do planeta Terra. Panem é uma nação erguida sobre a antiga América do Norte (onde hoje é os Estados Unidos, Canadá e México) após os desastres ambientais, as tempestades, a elevação dos níveis dos mares e a disputa sangrenta pelo pouco de solo que sobrou. Seus domínios são divididos em uma Capital, a qual detém todo o poder, e 13 Distritos, o que promoveu a paz e abundância aos seus habitantes.

No entanto, os Distritos deram inicio a rebeliões contra a Capital cujo resultado fora uma derrota esmagadora que culminou na exterminação do Distrito 13. Como castigo aos demais Distritos e lembrar-lhes que Os Dias Escuros nunca mais devem ocorrer, a Capital mudou as leis que regem Panem e criou Os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show exibido ao vivo pela televisão. Todos os cidadãos são obrigados a assistir.

Foto: Lu Garcia

Funciona assim: todo ano uma menina e um menino entre 12 e 18 anos, de cada Distrito, são sorteados para competir nos Jogos. Os 24 eleitos são denominados Tributos, sendo que voluntários podem se oferecer para participar no lugar dos escolhidos. É feito um implante subcutâneo nos concorrentes a fim de identificá-los e rastreá-los dentro da arena, onde são aprisionados e expostos a fome, frio, calor excessivo, ataque de bestantes e etc, para matar um ao outro. Isso mesmo é MATAR ou MORRER. O último sobrevivente será o vitorioso, receberá fama e riqueza além de ser dispensado para sempre de participar dos Jogos.
Chegou o dia da colheita, o dia em que a Capital levará as crianças dos Distritos para se digladiarem até a morte. Eis que Primrose Everdeen, de 12 anos, é o Tributo feminino indicado. Sem pensar duas vezes, Katniss se voluntaria na tentativa desesperada de salvar a irmã desse show de horrores. Porém, ela sabe que essa tarefa não será fácil, afinal precisará se tornar uma assassina fria e calculista se quiser sobreviver e voltar para sua família.

Clique aqui para ver  A Esperança.

Minha Percepção - Confesso que estava subestimando a trilogia ao iniciar a leitura, que bom estar enganada! Suzanne Collins explora o lado obscuro dos seres humanos, não poderia ser diferente, é uma distopia. Em contrapartida, sabe descrever com eficiência os bons sentimentos que habitam seus personagens principais, especialmente Peeta, o Tributo masculino eleito no Distrito 12. Embora existam momentos onde Peeta demonstra amor por Katniss, romance não é o ponto alto desta narração uma vez que eles estão na arena para matar os demais participantes e um ao outro... só haverá um vitorioso, essas são as regras!

Mesmo que a autora não tenha definido uma data é possível notar que a história ocorre no futuro, depois de muitos e muitos anos de poluição e desmatamento causados por nós hoje. Foi exatamente isso que mais me marcou neste livro: o fato de sermos os responsáveis pela fome, miséria e opressão de nossos filhos, netos, bisnetos se não tomarmos consciência de que a natureza está se esgotando e que alguém pagará por isso, provavelmente não será a nossa geração, mas a de nossos descendentes. Ou seja, Suzanne Collins chama a atenção, também, para os problemas ambientais, além da falha de caráter e futilidade do ser humano ou dos horrores que a Capital impõe aos Distritos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

{RESENHA} Por um Fio - Drauzio Varella

Drauzio Varella é um médico oncologista reconhecido por seu ofício e frequentes aparições na mídia (sem mencionar os livros publicados). Neste título ele narra o comportamento de seus pacientes, bem como de seus acompanhantes e / ou familiares, ao receber o diagnóstico de uma doença grave ou incurável. Alguns enfermos reagem com resignação outros com desespero e incompreensão, sentem-se injustiçados por serem a próxima vítima do câncer, já entre os parentes há de tudo: aquele que sofre junto com o doente, o que faz todo o possível pelo seu bem estar e qualidade de vida indo até o descaso e abandono total.

Foto: Lu Garcia

O médico conta como todas essas histórias e experiências mudaram a sua forma de ver e sentir a existência humana. Para ele a morte é a "ausência definitiva" e tomara consciência disso após o falecimento de sua mãe, aos quatro anos de idade. Drauzio Varella também percebeu que alguns dos seus pacientes não só tinham noção de que suas vidas estavam chegando ao fim, como aceitavam e decidiam viver o mais intensamente quanto fossem capazes, encontrando novos sentidos para a vida e se tornando mais felizes do que antes. Então ele se pergunta; ''será que com esforço não consigo aprender a pensar e a agir como eles enquanto tenho saúde?" 

Essa é uma excelente questão a ser refletida, não acham?

Minha Percepção - Recomendar este livro é algo que faço sem exitar, pois trata-se de uma leitura leve, fluida e significativa, seja você um médico ou não, tenha você pretensão de cursar medicina ou não. Aliás, acho que todos os médicos deveriam ler Drauzio Varella, primeiro para que possam entender melhor as preocupações e angustias dos pacientes para, posteriormente, compreender que sua função não é exatamente curar (como afirma Drauzio em alguns trechos de suas crônicas) e sim aliviar as dores insuportáveis dos doentes, proporcionando bem estar até seus últimos dias de vida.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

{RESENHA} A Casa dos Macacos - Sara Gruen

Isabel Duncan, cientista do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, ama sua profissão e, acima de tudo, os seis primatas da espécie bonobos que vivem no centro de pesquisa da Universidade do Kansas. Mbongo, Sam, Lola, Jelani, Makena e Bonzi são macacos especiais, pois além de se comunicarem com uma linguagem própria eles também aprenderam LAS (Língua Americana de Sinais) conseguindo, dessa forma, dialogar com seres humanos.

Foto: Lu Garcia

Porém, uma explosão criminosa liberta os animais e deixa a pesquisadora gravemente ferida. Uma organização denominada LLT (Liga de Libertação da Terra) publica um vídeo na internet assumindo a autoria do atentado, onde alegam defender os primatas de maus tratos e experiências pervertidas. Depois disso, os bonobos são vendidos para um comprador que exige anonimato.

Isabel se desespera por não saber para onde eles foram, se estão sendo bem tratados e por se sentir impotente em uma cama de hospital. Algum tempo depois, ela se depara com um painel digital com a imagem de Bonzi, uma data e um endereço da internet. No dia anunciado, estreia um reality show criado por uma empresa de pornografia chamada Faulks Enterprises e... adivinha quem são os participante... os bonobos. Imediatamente Isabel reúne amigos para tentar deter a exibição (e porque não dizer exploração midiática) dos símios como também recuperá-los. Ela contará com a ajuda de John Thigpen, um jornalista em busca do furo de reportagem que dará um up em sua carreira.

Minha Percepção - A Casa dos Macacos, assim como Água para Elefantes, é um livro bem estruturado, bem escrito, de fácil assimilação e sem fatos surpreendentes. A leitura é fluente do inicio ao fim (tanto que li em três dias), sendo que o foco da trama são os bonobos, embora a autora tenha entrado em detalhes da vida pessoal de seus personagens humanos e seus conflitos sociais.

Com certeza recomendo este título de Sara Gruen, principalmente aquelas pessoas interessadas nos nossos parentes primatas. Aproveitando o gancho, comecei a ler um exemplar pequeno (85 páginas) do médico Drauzio Varella intitulado Macacos, o qual aborda características gerais dos grandes símios (Orangotangos, Gorilas, Chimpanzés e Bonobos) e as semelhanças com o ser humano para que possamos compreender melhor o homem - aliás nós cinco somos descendentes do mesmo ancestral. Muitas coisas chamaram minha atenção: somente mulheres e fêmeas de orangotangos resistem violentamente ao estupro; entre os gorilas, é comum o macho bater na fêmea, sendo que elas não se unem contra ele e são submissas, fazendo o máximo possível pela reconciliação; os chipanzés e os homens são os únicos que se reúnem para assassinar seu semelhante de forma planejada; os bonobos são comunidades matriarcais, ou seja, quem manda são as fêmeas, dificilmente há conflitos e relações homossexuais são frequentes. Sempre soube que tínhamos muito em comum, mas não tanto!