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sábado, 29 de outubro de 2016

{RESENHA} Histórias de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Mais uma vez subestimei Conan Doyle ao não esperar mais do que relatos compilados pelo leal amigo e companheiro de Sherlock Holmes. Logo no inicio o autor nos presenteia com um prefácio, assinado por ele mesmo, contando um pouquinho de sua história com a dupla, sobre as vantagens e desvantagens de ter dispensado suas energias quase que exclusivamente a ela e declarando que sua criação também deve seguir o rumo natural da vida - seja ela real ou inventada, todos deixaremos de existir. Pede que os leitores se despeçam do investigador e agradece pela fidelidade do público, desejando que outros possam ocupar o lugar agora vago...

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Prefácio;
2. A Aventura do Cliente Ilustre;
3. A Aventura do Soldado Descorado;
4. A Aventura da Pedra Mazarin;
5. A Aventura das Três Cumeeiras;
6. A Aventura do Vampiro de Sussex;
7. As Aventuras dos Três Garridebs;
8. O problema da Ponte Thor;
9. A Aventura do Homem que andava de Quatro;
10. A Aventura da Juba do Leão;
11. A Aventura da Hóspede Velada;
12. A Aventura de Shoscombe Old Place;
13. A Aventura do Negro Aposentado.

E não pense que esta é a unica novidade, aqui também há contos narrados por Sherlock Holmes! Os quais datam da época em que Watson casou-se e não participava com frequência de seus casos. O detetive enfatiza a importância de ter o amigo como ajudante e cronista de seus feitos, embora julgue que o médico exagere em seus finais... Além disso, demostra um certo ressentimento e ciúme com relação a Mary (como mostram os filmes haha), acredita que o companheiro tenha sido egoísta ao abandoná-lo...

Minha Percepção - Ao ler o último conto do último livro publicado por Arthur Conan Doyle, cheguei a conclusão de que o autor preferia criar textos curtos a romances longos - mesmo que os primeiros exigissem mais inventividade. O que me faz acreditar nisso são os números: dos 60 casos registrados por Watson, apenas 4 são novelas complexas e cheias de detalhes, sendo que nelas também é possível perceber a qualidade da escrita e retórica perfeita. E sobre o desejo do escritor: só posso dizer que, quase 90 anos depois de sua última publicação, ainda não surgiu a dupla que irá desbancar Holmes e Watson... 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

{RESENHA} Os Últimos Casos de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

A iniciar este livro, sinceramente, não esperava me surpreender. Explico: não mais do que já é esperado quando se trata de Arthur Conan Doyle e sua genialidade. Então, me deparo com um prefácio, coisa que não há nos demais contos! Nele, Watson relata que o amigo está aposentado, residindo em uma área rural, pesquisando abelhas e que, embora vivo, sofre com doenças da idade.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Prefácio;
2. O Caso da Vila Glicínia;
3. O Caso da Caixa de Papelão;
4. O Caso do Círculo Vermelho;
5. O Caso dos Planos do Bruce-Partington;
6. O Caso do detetive Agonizante;
7. O Caso do Desaparecimento de Lady Frances Carfax;
8. O Caso do Pé do Diabo;
9. Seu Último Caso: Um Epílogo de Sherlock Holmes.

Minha Percepção - Ao iniciar o segundo conto (O Caso da Caixa de Papelão - 1917) senti uma espécie de déjà Vu, como se já tivesse lido aquele texto... mas com absoluta certeza de que não conhecia a história. Foi então que tive a ideia de dar uma olhadinha nos outros volumes e eis que encontro outra narração (O Paciente Interno - 1894) com mesmo inicio e diferença de 23 anos entre uma publicação e outra. Será que o escritor esqueceu que já havia descrito aquela situação?? Foi, no minimo, curioso, pois não imagino Sir Arthur com preguiça de criar uma introdução em seu relato. Embora remoto, é um acontecimento plausível... infelizmente ele não se encontra entre nós para responder essa questão...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

{RESENHA} O Vale do Medo - Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes recebe uma mensagem cifrada de um sujeito que se auto identifica como Fred Porlock. A carta alerta-o para um crime que deverá ocorrer em Birlstone, cuja vítima é o proprietário da mansão, o sr. John Douglas. No entanto, o detetive não consegue evitar o assassinato e é convidado pelas autoridades a participar e contribuir com a investigação. Chegando no local ele e seu leal companheiro, o Dr. Watson, percebem que há muitas informações inusitadas. Entre elas, uma marca feita a ferro no braço do morto, a qual consiste em um triângulo dentro de um círculo, sugerindo ser o símbolo de uma ceita ou sociedade secreta.

Foto: Lu Garcia

O homem fora atingido por um tiro de uma espingarda com cano serrado diretamente no rosto, o que o deixou desfigurado. Mas o biotipo e a tatuagem confirmam sua identidade. Sendo assim, surgem várias perguntas: Como ou quando o assassino entrou na propriedade, uma vez que a casa é circundada por um fosso e possui uma ponte levadiça que é recolhida todos os dias antes do anoitecer? E como fugiu a seguir, devido a ausência de pegadas que sinalizariam que o criminoso atravessou o fosso a nado? Será que ele teve um cúmplice de dentro da residência? Ou ainda está entre os moradores?

Sobre o cadáver, o malfeitor deixou um cartão com a inscrição "V. V. 341". Mas o que isso significa? Será a forma de comunicar a alguém que a vítima fora liquidada? Não houve roubo, exceto da aliança do morto... Isso indica um crime passional? Watson acredita que sim, após flagrar a viúva de Douglas em uma situação íntima e descontraída com o Sr. Cecil Barker, melhor amigo do falecido, que se encontra hospedado na mansão. No entanto, levar o anel não é uma forma de atrair a atenção da policia??

Minha Percepção - A narração é dividida em duas partes, sendo a primeira repleta de curiosidades, intrigas, desconfianças, pistas falsas e depoimentos controversos. A segunda, conta a história do jovem Douglas, destemido, persuasivo, cativante e de personalidade forte... Aqui o leitor tem a oportunidade de conhecer melhor a vítima e descobrir o motivo do atentado contra sua vida: uma vingança. Mais do que isso: mergulhamos no Vale do Medo, uma região dos Estados Unidos rica em carvão e minério de ferro onde impera a lei dos Scowrer, uma organização de matadores profissionais que vivem as margens da lei explorando pequenos empresários e moradores da vila.

Esta obra me lembrou Um Estudo em Vermelho, também composto por dois relatos intimamente ligados onde o segundo conto, mesmo sem a presença de Holmes, é tão interessante e exitante quanto o primeiro, tamanha a genialidade do autor ao usar as palavras. Ressalto que já havia lido sob o título O Vale do Terror e agora tive a oportunidade de apreciar o exemplar novamente graças a coleção  da Editora Nova Fronteira composta por quatro volumes contendo a obra completa de Arthur Conan Doyle.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

{RESENHA} A Volta de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Este é outro livro de contos do detetive mais sagaz e enérgico de Londres. Aqui, começo a invejar pra valer a engenhosidade de Sir. Arthur Conan Doyle... pois são treze histórias completamente distintas de qualquer outra já publicada (ou que eu tenha lido) até agora. Haja ideias hein! Logicamente, minha narração preferida é a primeira, ou seja, A Aventura da Casa Vazia, uma vez que trata-se do retorno de Sherlock Holmes (desaparecido desde o confronto com o professor Moriarty).

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. A Aventura da Casa Vazia;
2. A Aventura do Construtor de Norwood;
3. A Aventura dos Homenzinhos Dançantes;
4. A Aventura da Ciclista Solitária;
5. A Aventura da Priory School;
6. A Aventura de Black Peter;
7. A Aventura de Charles Augustus Milverton;
8. A Aventura dos Seis Napoleões;
9. A Aventura dos Três Estudantes;
10. A Aventura do Pincenê Dourado;
11. A Aventura do "Three-Quarter" Desaparecido;
12. A Aventura de Abbey Grange;
13. A Aventura da Segunda Mancha.

Minha Percepção - Como já mencionei, este volume me deixou perplexa diante da tamanha genialidade do autor (mesmo tendo consciência disso). Na minha opinião, contos exigem muito mais da criatividade de seu criador do que histórias longas, embora dispensem os detalhes. O título que se destacou, para mim enquanto legente, foi o terceiro, o dos homenzinhos dançantes cujo começaram a aparecer rabiscados em papeis e até mesmo nas paredes de uma residência, dando a impressão de que se trata de travessuras infantis, mas que representam algo muito mais perigoso...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

{RESENHA} O Cão dos Baskerville - Arthur Conan Doyle

Uma antiga lenda parece exercer influência sobre a vida de qualquer homem cuja descendência venha dos nobres Baskerville. Conta-se que Hugo Baskerville era um homem violento e impetuoso, assim sendo, sequestra uma jovem que também residia em Dartmoor mantendo-a refém em sua rica mansão. No entanto, a moça consegue escapar. Furioso, o malfeitor sai a caça de sua vítima sem imaginar que selava seu próprio destino bem como de todos que viriam depois dele, isto é, fora castigado por suas crueldades: durante a perseguição é morto por um enorme cão negro e diabólico...

Até hoje os camponeses que vivem ali acreditam que a região não é um local auspicioso para qualquer Baskerville, pois alguns juram escutar os uivos da fera a espreita de sua próxima vítima amaldiçoada. De fato, muitos membros da família morreram de forma estranha e não é de se admirar que Sir. Charles Baskerville tenha desenvolvido sérios problemas cardíacos por temer a lenda, já que reside no condado e acredita piamente na existência do medonho animal que os assola. Isso até seu corpo ser encontrado próximo ao pântano, sem marcas que acusassem assassinato... ao lado do cadáver havia somente pegadas enormes de um cão... a pericia concluiu que o homem morrera de pavor...

Foto: Lu Garcia

Mas o que ele poderia ter visto para desencadear um ataque fulminante? Seria o macabro cão dos Baskerville? É para investigar até que ponto o sobrenatural atua, que Sherlock Holmes é consultado com urgência por um amigo e médico da família, uma vez que o último Baskerville, Sir. Henry, herdou todas as propriedades e deve se mudar para a mansão em breve. Mesmo sabendo da existência desta terrível lenda, é seguro para o baronete morar no lugar onde seus antepassados conheceram a morte prematura e sinistra?

Minha Percepção - O que este livro de Arthur Conan Doyle tem em comum com as suas demais obras é a narração envolvente e intrigante. Mas quero ressaltar o que há de diferente nela, em outras palavras, é um volume que aborda, a priori, um assunto sobrenatural do inicio ao fim, inclusive nas páginas finais quando Holmes está pondo em xeque as teorias do caso e o legente finalmente se depara com o cão infernal, negro, enorme e com fogo saindo pelas narinas e boca. Em nenhum momento da história acreditei que havia mesmo um cão e menos ainda nestas condições. Então, me perguntei: Como assim? Como é possível? É um cão do inferno mesmo!! Pois é isso que o detetive nos explica!

Outra coisa inédita é a ausência de Sherlock Holmes, praticamente, ele aparece no começo e na conclusão da trama. Contudo, não pense que a história é desinteressante. Muito pelo contrário, dá um toque a mais de mistério (como se precisasse), parecendo que o investigador não se interessou pela tragédia da família, afinal é só uma lenda, não?

domingo, 4 de setembro de 2016

{RESENHA} Memórias de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

O livro Memórias de Sherlock Holmes faz justiça ao que propõe Arthur Conan Doyle ao publicá-lo, uma vez que contém onze contos diferentes e independentes os quais recordam alguns dos casos em que o detetive se envolvera. A formula, nós leitores e fãs do excêntrico investigador, já sabemos de cor e salteado, mesmo assim não me canso dos seus métodos de observação sempre produtivos e certeiros.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Silver Blaze;
2. O Rosto Amarelo;
3. O Corretor;
4. Gloria Scott;
5. O Ritual Musgrave;
6. Os Senhores de Reigate;
7. O Aleijado;
8. O Paciente Interno;
9. O Intérprete Grego;
10. O Tratado Naval;
11. O Problema Final.

Narrações de aventuras vividas por Holmes com seu leal amigo, Watson, não é nenhuma novidade para quem os conhece. Porém, o diferencial de alguns destes textos é a menção sobre a juventude do detetive, mais especificamente dos seus tempos de faculdade, o que nos permite conhecê-lo melhor como também entender que seus métodos analíticos e dedutivos já faziam sucesso na época.

Minha Percepção - Já manifestei opinião positiva em relação a livros compostos por contos, simplesmente porque a leitura torna-se dinâmica. Sem querer dar spoiler, é neste livro que está a polêmica história do fim de Holmes, digo polêmica porque ela rendeu criticas e reclamações ao autor, que cedeu a pressão dos legentes e ressuscitou o investigador no caso intitulado  A Aventura da Casa Vazia. Além disso, nos deparamos pela primeira vez com o antagonista das ficções de Arthur Conan Doyle, ou seja, o professor Moriarty, que é o equivalente intelectual de Sherlock Holmes, mas que usa seus talentos a favor do crime e contra as leis...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

{RESENHA} As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Um livro, doze histórias e muita análise dedutiva... Este livro é composto por várias narrações (feitas pelo Dr. Watson como de costume) contando os casos mais intrigantes e peculiares do já conhecido detetive londrino. Quem leu O Sinal dos Quatro sabe que o médico agora é casado e não reside mais com Holmes, mesmo assim, sempre reserva tempo para visitá-lo na Baker Street e envolver-se em suas investigações. No entanto, algumas das aventuras remontam de sua época de solteiro, publicadas somente agora por questões de sigilo.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Escândalo na Boêmia;
2. A Liga dos Ruivos;
3. Um Caso de Identidade;
4. O Mistério do Vale Boscombe;
5. Os Cinco Caroços de Laranja;
6. O Homem de Lábio Torcido;
7. A Pedra Azul;
8. A Banda Pintada;
9. O Polegar do Engenheiro;
10. O Nobre Solteiro;
11. A Coroa de Berilos;
12. As Faias Roxas.

Nem todas as histórias são sobre crimes ou fatalidades, algumas são um verdadeiro mistério e até mesmo obscuras e inexplicáveis (exceto para Sherlock Holmes que vê tudo com clareza). Mas não pense que o detetive leva a melhor em todas: Watson narra também os raríssimos casos em que o investigador é derrotado, embora tenha desempenhado seu papel com maestria, cujos culpados dos transtornos são tão espertos quanto seu perseguidor e escapam-lhe por entre os dedos.

Minha Percepção - Histórias curtas são sempre agradáveis de ler, pois os acontecimentos não se arrastam por páginas e páginas, são concisas e diretas, não por isso menos intrigantes ou mal estruturadas. Cada um dos contos tem seu inicio, meio e fim, destacam-se pela particularidade, sem se relacionar um com o outro, são alguns dos casos resolvidos por Holmes, selecionados e compilados por Watson.