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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

{RESENHA} A Esperança - Suzanne Collins

Katniss, Gale e suas respectivas famílias estão refugiados no, até então, extinto Distrito 13, assim como outros rebeldes dos demais Distritos e também da Capital. Pessoas diferentes com um mesmo propósito: melhorar a vida dos cidadãos de Panem acabando com os absurdos que ocorrem no país.
A guerra está em curso; O Distrito 12 fora bombardeado imediatamente após o resgate de alguns dos Tributos na arena, Peeta não teve a mesma sorte e acabara nas garras do presidente Snow. Ninguém sabe se ele está vivo ou morto. Não fosse isso o bastante para se preocupar, os rebeldes (e a comandante do Distrito 13, Coin) clamam por um rosto, o rosto que os representará nesta luta, o rosto que dará vida ao Tordo, o rosto de Katniss Everdeen.


Clique aqui para ver Em Chamas.

Foto: Lu Garcia

No entanto, ela não parece convicta a assumir este papel, ela não se sente como uma líder, Peeta é quem deveria ser! Mas não é... E agora ela precisa tomar para si esta responsabilidade e, acima de tudo, não decepcionar quem depositou em sua imagem o último fio de esperança que ainda resta... A única certeza que tem é que matará Snow com as próprias mãos, aliás esta é uma das exigências da garota para se tornar o símbolo da revolta, principalmente quando descobrir o que fizeram com Peeta...

Minha Percepção - A Esperança é a conclusão da trilogia Jogos Vorazes e o melhor de todos na minha opinião. Embora Katniss não aja exatamente como a heroína que todos esperávamos (pois passa boa parte do livro machucada, hospitalizada, sedada ou receosa) consigo compreendê-la e perceber o lado humano da personagem que lida o melhor que pode com as situações adversas, tenho noção de que ela não pediu para ser a protagonista (a população a quer), e sente o que qualquer um de nós sentiria em seu lugar: medo por aqueles que ama, duvidas em relação as atitudes a serem adotadas, desconfiança sobre aqueles que a cercam, etc...

Considero uma boa saga, bem construída, com várias mensagens que permitem o leitor refletir. Gostei da escolha que ela fez no quesito romance, eu torcia por ele desde o início! Mas prepare-se para as perdas, personagens que nos cativam serão baixas de guerra... fazer o quê? É uma distopia!

Pontos sem nó: Fiquei curiosa sobre a mulher que Katniss viu sendo capturada na floresta, quem era ela e o que estaria fazendo ali? Indo para o 13 talvez? Porque fora transformada em Avox (pessoas consideradas traidoras pela Capital cuja língua é cortada)? Para não contar que o Distrito 13 ainda existia? Mas estas são perguntas que somente Suzanne Collins poderia responder.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

{RESENHA} Em Chamas - Suzanne Collins

Quando os Jogos Vorazes se encerram, Katniss se vê segura para sempre da opressão da Capital, como vitoriosa, ficará famosa, rica e dispensada para sempre das próximas colheitas. Mas sua atitude final na arena, a sua tentativa de salvar Peeta Mellark, acabou direcionando a ira dos governantes  de Panem para si mesma e para todos que ela ama, pois aos olhos do presidente Snow, a garota os ridicularizou, acendendo uma fagulha nos Distritos que precisa ser contida antes que se alastre.

Clique aqui para ver Jogos Vorazes.

Foto: Lu Garcia

Para mostrar a ela quem detém o poder, o presidente procura-lhe em pessoa para fazer uma ameaça velada deixando "escapar" que estão ocorrendo motins em alguns Distritos e dando a entender que sabe mais sobre o cotidiano de Katniss do que ela pensa: como as visitas a floresta e seus encontros com Gale, o amigo caçador da garota. Então ela se dá conta de que precisará manter a farsa sobre seu namoro com Peeta para sempre, que talvez um casamento seja a única coisa capaz de reprimir os rebeldes, a única maneira de deixar sua família a salvo da Capital, mesmo que isso implique em ser forçada a ter filhos e vê-los se tornarem peças nos Jogos...

No entanto, a Capital tem seus meios para mantê-la sob controle e de quebra acabar com a rebelião: a cada 25 anos dos Jogos Vorazes há um Massacre Quartenário, como estão completando 75 anos, este será o terceiro Massacre e as regras da vez pegam todos de surpresa quando o presidente Snow anuncia que os Tributos serão escolhidos a partir dos vitoriosos...

Só existe um Tributo feminino vitorioso no Distrito 12... Katniss retornará aos Jogos Vorazes!

Clique aqui para ver  A Esperança.

Minha Percepção - Não é por acaso que o segundo volume fora intitulado Em Chamas, pois é assim que o país se encontra, pois, mesmo sem pretender, a garota deu inicio e incentivo as rebeliões. Como leitora, imaginei-me na situação dos escolhidos, matando meu companheiro de Distrito ou sendo atacada por ele, sendo obrigada a ceifar vidas humanas inocentes que estavam ali por pura falta de sorte... Mas imaginar um segundo retorno, ainda por cima com gente muito mais experiente, com pessoas já idosas (que poderiam ser nossos avós) e conhecidas por Panem inteira foi bem complicado, pareceu-me ainda mais "injusto" - se é que existe justiça em algo assim.

Em resumo, achei este volume mais tenso, misterioso... o suspense por trás do zelo dispensado a Peeta por alguns competidores... o que ganhariam o protegendo? Ou estariam só blefando para ganhar a confiança de Katniss e atacá-los pelas costas? Sem querer dar spoiler: Haymitch vai mostrar que não é só um bêbado e lembrar porque é um dos vitoriosos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

{RESENHA} Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Katniss, sua irmã Prim, sua mãe e seu melhor amigo Gale são apenas pessoas - dentre tantas - que sofrem com a miséria que cerca os cantos do país reconstituído com o que restara do planeta Terra. Panem é uma nação erguida sobre a antiga América do Norte (onde hoje é os Estados Unidos, Canadá e México) após os desastres ambientais, as tempestades, a elevação dos níveis dos mares e a disputa sangrenta pelo pouco de solo que sobrou. Seus domínios são divididos em uma Capital, a qual detém todo o poder, e 13 Distritos, o que promoveu a paz e abundância aos seus habitantes.

No entanto, os Distritos deram inicio a rebeliões contra a Capital cujo resultado fora uma derrota esmagadora que culminou na exterminação do Distrito 13. Como castigo aos demais Distritos e lembrar-lhes que Os Dias Escuros nunca mais devem ocorrer, a Capital mudou as leis que regem Panem e criou Os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show exibido ao vivo pela televisão. Todos os cidadãos são obrigados a assistir.

Foto: Lu Garcia

Funciona assim: todo ano uma menina e um menino entre 12 e 18 anos, de cada Distrito, são sorteados para competir nos Jogos. Os 24 eleitos são denominados Tributos, sendo que voluntários podem se oferecer para participar no lugar dos escolhidos. É feito um implante subcutâneo nos concorrentes a fim de identificá-los e rastreá-los dentro da arena, onde são aprisionados e expostos a fome, frio, calor excessivo, ataque de bestantes e etc, para matar um ao outro. Isso mesmo é MATAR ou MORRER. O último sobrevivente será o vitorioso, receberá fama e riqueza além de ser dispensado para sempre de participar dos Jogos.
Chegou o dia da colheita, o dia em que a Capital levará as crianças dos Distritos para se digladiarem até a morte. Eis que Primrose Everdeen, de 12 anos, é o Tributo feminino indicado. Sem pensar duas vezes, Katniss se voluntaria na tentativa desesperada de salvar a irmã desse show de horrores. Porém, ela sabe que essa tarefa não será fácil, afinal precisará se tornar uma assassina fria e calculista se quiser sobreviver e voltar para sua família.

Clique aqui para ver  A Esperança.

Minha Percepção - Confesso que estava subestimando a trilogia ao iniciar a leitura, que bom estar enganada! Suzanne Collins explora o lado obscuro dos seres humanos, não poderia ser diferente, é uma distopia. Em contrapartida, sabe descrever com eficiência os bons sentimentos que habitam seus personagens principais, especialmente Peeta, o Tributo masculino eleito no Distrito 12. Embora existam momentos onde Peeta demonstra amor por Katniss, romance não é o ponto alto desta narração uma vez que eles estão na arena para matar os demais participantes e um ao outro... só haverá um vitorioso, essas são as regras!

Mesmo que a autora não tenha definido uma data é possível notar que a história ocorre no futuro, depois de muitos e muitos anos de poluição e desmatamento causados por nós hoje. Foi exatamente isso que mais me marcou neste livro: o fato de sermos os responsáveis pela fome, miséria e opressão de nossos filhos, netos, bisnetos se não tomarmos consciência de que a natureza está se esgotando e que alguém pagará por isso, provavelmente não será a nossa geração, mas a de nossos descendentes. Ou seja, Suzanne Collins chama a atenção, também, para os problemas ambientais, além da falha de caráter e futilidade do ser humano ou dos horrores que a Capital impõe aos Distritos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

{RESENHA} Por um Fio - Drauzio Varella

Drauzio Varella é um médico oncologista reconhecido por seu ofício e frequentes aparições na mídia (sem mencionar os livros publicados). Neste título ele narra o comportamento de seus pacientes, bem como de seus acompanhantes e / ou familiares, ao receber o diagnóstico de uma doença grave ou incurável. Alguns enfermos reagem com resignação outros com desespero e incompreensão, sentem-se injustiçados por serem a próxima vítima do câncer, já entre os parentes há de tudo: aquele que sofre junto com o doente, o que faz todo o possível pelo seu bem estar e qualidade de vida indo até o descaso e abandono total.

Foto: Lu Garcia

O médico conta como todas essas histórias e experiências mudaram a sua forma de ver e sentir a existência humana. Para ele a morte é a "ausência definitiva" e tomara consciência disso após o falecimento de sua mãe, aos quatro anos de idade. Drauzio Varella também percebeu que alguns dos seus pacientes não só tinham noção de que suas vidas estavam chegando ao fim, como aceitavam e decidiam viver o mais intensamente quanto fossem capazes, encontrando novos sentidos para a vida e se tornando mais felizes do que antes. Então ele se pergunta; ''será que com esforço não consigo aprender a pensar e a agir como eles enquanto tenho saúde?" 

Essa é uma excelente questão a ser refletida, não acham?

Minha Percepção - Recomendar este livro é algo que faço sem exitar, pois trata-se de uma leitura leve, fluida e significativa, seja você um médico ou não, tenha você pretensão de cursar medicina ou não. Aliás, acho que todos os médicos deveriam ler Drauzio Varella, primeiro para que possam entender melhor as preocupações e angustias dos pacientes para, posteriormente, compreender que sua função não é exatamente curar (como afirma Drauzio em alguns trechos de suas crônicas) e sim aliviar as dores insuportáveis dos doentes, proporcionando bem estar até seus últimos dias de vida.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

{RESENHA} A Casa dos Macacos - Sara Gruen

Isabel Duncan, cientista do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, ama sua profissão e, acima de tudo, os seis primatas da espécie bonobos que vivem no centro de pesquisa da Universidade do Kansas. Mbongo, Sam, Lola, Jelani, Makena e Bonzi são macacos especiais, pois além de se comunicarem com uma linguagem própria eles também aprenderam LAS (Língua Americana de Sinais) conseguindo, dessa forma, dialogar com seres humanos.

Foto: Lu Garcia

Porém, uma explosão criminosa liberta os animais e deixa a pesquisadora gravemente ferida. Uma organização denominada LLT (Liga de Libertação da Terra) publica um vídeo na internet assumindo a autoria do atentado, onde alegam defender os primatas de maus tratos e experiências pervertidas. Depois disso, os bonobos são vendidos para um comprador que exige anonimato.

Isabel se desespera por não saber para onde eles foram, se estão sendo bem tratados e por se sentir impotente em uma cama de hospital. Algum tempo depois, ela se depara com um painel digital com a imagem de Bonzi, uma data e um endereço da internet. No dia anunciado, estreia um reality show criado por uma empresa de pornografia chamada Faulks Enterprises e... adivinha quem são os participante... os bonobos. Imediatamente Isabel reúne amigos para tentar deter a exibição (e porque não dizer exploração midiática) dos símios como também recuperá-los. Ela contará com a ajuda de John Thigpen, um jornalista em busca do furo de reportagem que dará um up em sua carreira.

Minha Percepção - A Casa dos Macacos, assim como Água para Elefantes, é um livro bem estruturado, bem escrito, de fácil assimilação e sem fatos surpreendentes. A leitura é fluente do inicio ao fim (tanto que li em três dias), sendo que o foco da trama são os bonobos, embora a autora tenha entrado em detalhes da vida pessoal de seus personagens humanos e seus conflitos sociais.

Com certeza recomendo este título de Sara Gruen, principalmente aquelas pessoas interessadas nos nossos parentes primatas. Aproveitando o gancho, comecei a ler um exemplar pequeno (85 páginas) do médico Drauzio Varella intitulado Macacos, o qual aborda características gerais dos grandes símios (Orangotangos, Gorilas, Chimpanzés e Bonobos) e as semelhanças com o ser humano para que possamos compreender melhor o homem - aliás nós cinco somos descendentes do mesmo ancestral. Muitas coisas chamaram minha atenção: somente mulheres e fêmeas de orangotangos resistem violentamente ao estupro; entre os gorilas, é comum o macho bater na fêmea, sendo que elas não se unem contra ele e são submissas, fazendo o máximo possível pela reconciliação; os chipanzés e os homens são os únicos que se reúnem para assassinar seu semelhante de forma planejada; os bonobos são comunidades matriarcais, ou seja, quem manda são as fêmeas, dificilmente há conflitos e relações homossexuais são frequentes. Sempre soube que tínhamos muito em comum, mas não tanto! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

{RESENHA} Água para Elefantes - Sara Gruen

Jacob Jankowski é um homem de 93 anos de idade (ou 90, nem ele sabe dizer) que vive em uma casa de repouso desde que ficara viúvo. Embora seja bem velhinho, com saúde frágil e debilitada, a chegada de um circo na cidade o faz recordar com nitidez de sua juventude, mais especificamente, da época em que trabalhara em um. Dentre estas lembranças há um segredo cujo nunca fora revelado a ninguém, até o momento...

Foto: Lu Garcia

Aos 23 anos, Jacob está prestes a se tornar um veterinário, basta prestar as últimas provas e ser aprovado. No entanto, seus pais sofrem um acidente fatal de automóvel e esse acontecimento mudará para sempre o curso de sua vida. Desnorteado, ele abandona a faculdade e pula dentro de um trem em movimento. O que ele não sabe é que embarcou no Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, O Maior Espetáculo da Terra; onde, mesmo sem diploma, é contratado para cuidar do animais. É em meio a belas apresentações e humilhações constantes por parte dos tiranos Tio Al e August que ele se apaixona duas vezes: primeiro por Marlena, a estrela da trupe, e por Rosie a elefante, aparentemente burra, que fora comprada para salvar o circo da falência.

Minha Percepção - Há muito tempo atrás eu assisti ao filme baseado nesta novela de Sara Gruen, mas confesso que não me recordo com exatidão dele. Mesmo assim, me arrisco a dizer que as partes com o velho Jacob não foram filmadas ou adaptadas para o cinema (se eu estiver errada, por favor me corrijam). De qualquer forma, vou revê-lo para ter certeza disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelo próprio Jacob, já na sua velhice. Os capítulos são alternados, ora contando sobre o Circo dos Irmãos Benzini, ora relatando o cotidiano em meio a outros idosos, enfermeiras e médicos, bem como as dificuldades da idade já avançada. Então você poderá pensar que a ficção é chata, pois é contada por um "velho gagá". Veementemente, afirmo que não! Na verdade são até engraçadas porque ele fala sobre a forma com que as pessoas mais velhas são tratadas, como se não tivessem vontades ou escolhas. Em suma é um título sem muitas surpresas no decorrer da trama, que flui rapidamente; até que você chega nas páginas finais e se depara com o tal segredo que ele guardou por 70 anos: fiquei boquiaberta! Em seguida, o velhote toma um decisão que me deixou tipo: "Ah Meu Deus"...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

{RESENHA} O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

Bruno é um garoto de 9 anos de idade que leva uma vida tranquila, confortável e feliz. Um dia, ao retornar da escola, flagra Maria, a criada, arrumando seus pertences em caixotes de madeira e recebe a notícia de que a família toda mudará de Berlim para a casa do Campo de "Haja-Vista", onde seu pai, promovido a comandante pelo "Fúria", tem atividades importantes para executar. Bruno fica muito chateado com a novidade: ele precisará sair da escola, se afastar dos três melhores amigos e deixar para trás a casa espaçosa onde sempre fora muito feliz para viver em outra extremamente velha, feia e no meio do nada, onde não há vizinhos, nem crianças com quem brincar; sem mencionar os soldados mal humorados que entram e saem como se fossem os donos da propriedade e não os subordinados de seu pai.

Foto: Lu Garcia

No entanto, ele avista da janela de seu quarto um amontoado de tendas dentro de um cercado cujos moradores, além da aparência medíocre e imunda, vestem roupas exatamente iguais: um conjunto de pijama cinza listrado. Curioso, o garoto sai para explorar aquela terra inóspita e chega até a cerca onde um menino chamado Shmuel está sentado no chão, com semblante triste e infeliz. Esse é o inicio de uma grande amizade, sincera, verdadeira, intensa a qual culminará em um desfecho surpreendente e chocante.

Minha Percepção - Antes mesmo de ler o livro eu já havia assistido ao filme e achado muito bom. Confesso que isso me ajudou bastante, caso contrário, não sei se teria compreendido as mensagens indiretas do autor, uma vez que se trata de um livro que relata as experiências de uma criança e sua visão infantil, e até mesmo inocente, sobre o Holocausto. O livro se refere (o tempo todo) a Hitler como o "Fúria" que na verdade é Fuhrer; e "Haja-Vista" nada mais é do que o Campo de concentração de Auschwitz, um dos palcos dos horrores da Alemanha Nazista. Então, na minha opinião, o livro é um pouquinho confuso, justamente por narrar a forma como a criança sente aquilo que a rodeia. Fato é que eu recomendo essa leitura! Salientando que John Boyne não detalha a guerra ou o Nazismo em si, mas salienta o sentimento puro de duas crianças no meio de toda a injustiça e preconceito que realmente ocorreu na época.