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domingo, 20 de agosto de 2017

{RESENHA} Hush, Hush: Finale - Becca Fitzpatrick

Com a morte do Mão Negra, o exército dos nefilins encontra-se desorientado sem saber como seguir adiante nos preparativos da guerra contra os anjos caídos, mesmo estando consciente de que Nora é a nova comandante e, portanto, devem obediência a ela. O fato é que eles não a aceitam, nem compreendem como Hank Millar passaria uma missão tão importante para uma adolescente que nada conhece sobre a causa e que fora transformada em uma nefilim, ou seja, não nasceu como eles e nem merece essa identificação.


Além disso, eles não confiam nela, afinal a garota se relaciona amorosamente com um anjo caído! E isso é um absurdo, levando em consideração que eles são inimigos naturais. A solução que Nora e Patch encontram é mentir, fingindo uma briga em público para que o rompimento do namoro se espalhe rapidamente e convença, principalmente!

Clique aqui para ver Crescendo.

Desse modo, ambos tentarão impedir que a batalha ocorra: de um lado Nora faz de conta que lidera e do outro Patch recolhe informações que podem ser relevantes para a namorada. Lembrando que ela fez um juramento (foi coagida por seu pai biológico) que resultará na sua morte - e na de sua mãe - se ela desistir ou for destituída do cargo de líder dos nefilins, sem falar que o Cheshvan está muito próximo e isso está exaltando os ânimos do exército.

Clique aqui para ver Silêncio.

Foto: Lu Garcia

Com exceção de Scott, Nora conquista outro aliado dentro da sociedade, Dante Matterazzi, que a está treinando e também apresentando a ela uma super bebidinha... azul... feita com as artes do mal... é que Dante acredita na guerra e quer lutar - vencer também - mesmo que isso signifique recorrer as artes do mal. O rapaz é importante para o grupo e super estimado dentro do círculo nefilim, sem mencionar que, se eles pudessem escolher, Dante seria eleito o novo líder. Na realidade, eles podem! É isso que Nora deve evitar ou... morre.

Minha Percepção - Minha opinião sobre a saga não se alterou muito desde que li Sussurro, o primeiro volume da série. O enredo não me impressionou, embora seja uma história com potencial e até mesmo bem criativa. Em Sussurro, Crescendo e Silêncio, as melhores partes, para mim, foram o Prólogo e o Epílogo. Enquanto o primeiro despertava em mim a curiosidade sobre a trama, o segundo me tirava o ar dos pulmões por alguns segundos, o que me deixava ávida pelo próximo título.

Por isso Finale me decepcionou, salientando que o melhor da série é o terceiro livro (a ironia é que quase tudo o que a Nora redescobria, eu leitora, já sabia e mesmo estando "a par" da trama, achei-o melhor dentre os quatro). Voltando para Finale, adorei a parte sobre o traidor infiltrado no exército de Hank, achei uma boa sacada a parte final antagonizada por Marcie, considerei (SUPER) desnecessário o tal "segredinho" que Vee guardou de Nora, detestei a morte de um personagem que eu gostava e tinha em alta conta (mesmo que isso tenha dado maior realidade ao confronto). E quem tem cabeça para pensar em sexo depois de ver alguém importante ser assassinado? Só uma pessoa insensível que, na verdade, não se importa com quem morreu para salvá-lo. FALA SÉRIO!!

Pela primeira vez o Epílogo me chocou, no pior sentido da palavra, , porque não deu tempo nem de lamentar as baixas da guerra, Becca nem esperou "os corpos esfriarem" e pulou para a parte final com um belo dia de sol e casamento...OI? Se fosse eu a vítima ia querer, pelo menos, um pouquinho mais de consideração pela minha memória... Talvez a decepção seja culpa minha uma vez que criei muita expectativa em torno na conclusão de Hush, Hush. Afinal, como disse Antoine de Saint-Exupéry no clássico O Pequeno Príncipe, é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar!